domingo, 29 de março de 2009

Tecnologia para programação?

A Tv do século XXI veio repleta de novidades, principalmente tecnológicas. Uma delas foi a chegada da Tv Digital, que veio com a proposta de melhor qualidade de audio, vídeo e interação, mas que ainda está longe da realidade de todos os brasileiros, já que aparelhos mais antigos dependem de um conversor para estabelecer o sinal digital.

Outra novidade são as Web Tv´s, que são canais com programação variada exibida pela internet. As web tv´s vieram com o intuíto de fazer com que as pessoas deixem de ser refens da programação dos canais convencionais, tendo como maior facilidade o fato de se poder assitir a algum programa no momento em que se tem vontade.

Para quem quiser conhecer, seguem dois links de exemplos de web tv´s:

http://www.webcomtv.com.br/ e

http://www.alltv.com.br/

A forma como se vê tv hoje, passa também por pequenos aparelhos que cabem na palma da mão, como os celulares que hoje acumulam diversas funções, já trazem também a possibilidade de assitir seu programa preferido enquanto está no ônibus voltando para casa




O mais difícil neste caso é analisar os efeitos que tais facilidades causam no ser humano. A possibilidade de se ter a Tv em qualquer lugar e a qualquer momento seria um sinal da democratização da comunicação ou da alienação e dependência do homem pelo veiculo televisivo?

Outro fato é que a programação também mudou, com conteúdos mais apelativos, tanto no quesito violência, quanto no sexual e essa mudança pode ser vista em toda programação, desde as novelas, noticiários, passando por séries e até mesmo desenhos infantos.

Uma grande novidade na programação deste século foi o surgimento dos Reality Shows, fórmula americana que pretende mostrar o cotidiano de pessoas diferentes, que estão confinadas em um determinado lugar. Tais programas viraram febre e alavancaram os níveis de audiência das emissoras que os transmitem, mas são questionados acerca de sua contribuição com o social, o educacional e principalmente o verídico, já que ninguém sabe se o que acontece lá dentro é realmente verdade ou se os participantes seguem uma espécie de roteiro.

O fato é que a qualidade dos programas exibidos hoje pode ser meio duvidosa, salvo algumas exceções, normalmente presentes nos canais pagos.

O consumo de programas do tipo "enlatados", que normalmente vem dos Estados Unidos e contam com pouco conteúdo didático ou informativo, que carregam sempre a mesma fórmula, está a cada dia mais presente nas tv´s brasileiras.

Como exemplo, estão abaixo os links de duas séries que vieram dos EUA a conquistaram os brasileiros, Lost e Heroes:

http://www.youtube.com/watch?v=oDblU989lD8

http://www.youtube.com/watch?v=FwXQjzs1eqQ&feature=PlayList&p=843850EEA3BD092A&playnext=1&playnext_from=PL&index=12

Felizmente o controle ainda está nas mãos das pessoas, que podem optar por aquilo que querem ver (mesmo que as opções de qualidade sejam escassas), ou até mesmo, simplesmente não ver e esperar pelos próximos capítulos desta fábrica de emoções chamada televisão.

Diana Camargo!!!

quinta-feira, 26 de março de 2009

A televisão, uma caixa bomba





A televisão nos dias atuais tem sido alvo de muitos comentários e discussões. Será que ela influencia diretamente na vida das pessoas? Ou será que ela é apenas um passatempo e não tem papel nenhum na educação de milhões de telespectadores que passam horas em frente à TV?
A televisão faz parte da vida das pessoas desde a década de 50 e desde então vem desenvolvendo uma linha de evolução. No começo a TV era sem som e sem cor e as transmissões eram apenas locais, não se estendiam por todas as cidades ou países. Depois surgiram gêneros televisivos, como os telejornais, as novelas e os programas de humor. Com o tempo a televisão foi adquirindo experiência e se adequando ao tempo da época. Aconteceram as primeiras transmissões de jogos de futebol, os primeiros filmes, minisséries e assim por adiante.
Até a TV chegar hoje ao Séc. XXI muito diferente do que era nos anos 50. A TV se tornou símbolo de lazer para a maioria das pessoas, sendo um produto barato e muito consumível. De fácil acesso e por incrível que pareça com uma variedade de programas que atinge desde as crianças até aqueles que acompanharam a evolução da televisão.
A televisão dos dias atuais tem o papel de entretenimento e diversão. Com uma variedade de programas de auditórios, de humor e telenovelas conquista um publico fiel que acompanha a sua programação diariamente. O grande problema é a qualidade desses programas, quanto mais audiência tem o programa menor é a sua qualidade quanto ao conteúdo e educação.
Um bom exemplo são os programas direcionados para as crianças. Os desenhos na maioria das vezes falam de lutas, guerras, estimulando a violência e contrariando valores como o do “bem”. Outra linha de programa que é bastante criticada são os programas da tarde, onde acontecem as “fofocas” sobre os artistas e os comentários sobre os próximos capítulos da novela. São programas sem nenhum conteúdo, sem objetivos e que não agregam nada na vida das pessoas, a não ser as deixar mais burras e desviar sua atenção sobre os problemas e acontecimentos que são realmente importantes e que afetam as suas vidas.
A qualidade da televisão Brasileira atualmente não é das melhores e pelo que vemos ninguém se importa muito com isso. Os comunicadores infelizmente têm um público fiel aos seus programas esdrúxulos, como por exemplo, o maior sucesso do momento. Os realitys shows. Programas onde você assisti a vida dos outros, o que comem, o que bem, e o que fazem. Parece que essa historia de cuidar da vida alheia deu certo, o Big Brother é o campeão de audiência da TV Globo, conseguindo parar milhões de telespectadores nos fins de noites em frente a TV.
É já que a qualidade do que se passa na telinha não é das melhores, o jeito é tentar dar menos audiência possível para esses comunicadores, quem sabe eles percebam que nem todo mundo é ou ficou alienado a TV.
Ou então fazer uma aposta nas TVs Digitais, a nova moda do momento. Quem sabe elas possam nos trazer um pouco mais de conhecimento e qualidade na programação.
Ingrid Luchini

quinta-feira, 5 de março de 2009

Todas as Crianças Invisíveis


Foi um projeto realizado pela produtora Italiana Chiara Tilesi, apoio do governo italiano, da Unicef e da WFP. Esse projeto reúne uma série de curtas mostrando a dificuldade das crianças em sobreviver ao enfrentar a realidade das ruas.
A inclusão social das crianças é um tema muito discutido e o objetivo é trazer a consciência ao público. O filme reúne 8 diretores em 7 curtas metragens, cada um deles mostra uma região diferente do globo focando problemas distintos de cada região no que diz respeito as crianças.
O 1 filme Tanza, do diretor Cannes Mehdi Charef, mostra um grupo de crianças em algum lugar da África, portando armas e assustando as mulheres e crianças da cidade com etnia diferente. Esse primeiro filme, já traz logo de cara uma temática forte, com cenas fortes, onde o público já pode ter uma noção de como serão os outros 6 curtas.
No 2 filme Blue Gypsy, do diretor Emir Kusturica. Uros está para sair da casa de detenção onde foi preso por roubo, com um pai violente e alcoólatra. Quando tem a oportunidade de ter a liberdade de volta essa fica em questão. É um filme que te leva a pensar sobre as dificuldades enfrentadas na vida.
No 3 filme Jesus Children of América do diretor Spike Lee, entra com um tema mais sombrio. Bianca vive em Nova York e seus pais são drogados e portadores de HIV, Bianca também portadora de HIV, tem uma realidade dura e cruel. É vida mostrada na nua realidade de quem vive.
O 4 filme Bilu e João da diretora Kátia Lund, fala sobre a realidade das crianças Brasileiras na cidade de São Paulo. Bilu e João passam o dia catando coisas, para comprar tijolos para a casa que o irmão está construindo. Dentre os curtas é o mais leve, por apresentar a triste realidade das crianças, de forma bem humorada, sem uma melancolia e sim com a esperança das crianças.
O 5 filme Johnathan dirigido por Ridley Scott e Jordan sua filha, mostra um fotógrafo de Guerra Inglês, traumatizado pelas cenas que presenciou. Ele tenta fugir das cenas relembrando a sua infância. O diferencial para os outros filmes é que no papel principal temos um adulto.
No 6 filme Ciro do diretor Stefano Veneruso, Ciro assalta um motorista com um companheiro e fogem com um rolex para revendê-lo. O filme mostra que apesar de serem crianças marginais, elas ainda são crianças e a pureza é ainda algo marcante na suas personalidades.
No último filme Song Song&little Cat do diretor John Woo, Song é uma menina de família muito rica, mas com pais distantes e sem amor. Cat é órfã e vive com seu”avô” que a achou na rua, o mesmo está juntando dinheiro para Cat ir a escola. Duas crianças de classes sociais tão diferentes, mas com um mesmo sonho, serem felizes.
A série de curtas foi uma maneira menos agressiva de mostrar aos espectadores essas crianças que vemos todos os dias, mas que por já termos nos acostumado, não damos a menor importância, fechando os olhos com a situação atual delas. São realmente crianças invisíveis, crianças que provavelmente não terão o futuro que os pais querem para seus filhos.
São crianças amarguradas pela vida, crianças com os sonhos quase que esmagados pela fome, pela vontade de estudar, pelo suor do trabalho. Elas não são mais crianças, partir do momento que deixam de viver o a esperança, a pureza e a bondade que só as crianças tem.
É uma pena que o problema seja mundial e que é preciso ter ações como essas para as pessoas se sensibilizarem e deixarem de olhar para o próprio umbigo lembrar que ali na esquina tem alguém que precisa muito de você.




Ingrid Luchini

domingo, 1 de março de 2009

Crianças Invisíveis

O documentário Crianças Invisíveis é uma produção cinematográfica composto por sete curtas-metragens que tem a intenção de abrir os olhos do mundo para a situação das crianças nos quatro cantos do planeta. Com nomes de peso entre os diretores (como John Woo, Spike Lee, Ridley Scott e a brasileira Katia Lund), cada um deles usando suas particularidades e estilo de dramatização, mostram a realidade infantil e a visão delas sobre o mundo.




O primeiro cura, Tanza do diretor argelino Medhi Charef mostra em cenas lentas e com poucos movimentos de câmera e falas, a história de um grupo de meninos da África, que fazem parte de uma guerrilha. Tanza, um garoto de 12 anos é incumbido de colocar uma bomba em uma escola infantil. O medo não parece ser seu aliado, somente o ódio de uma sociedade que o excluiu.

Já o iugoslavo Emir Kusturica em Blue Gypsy aprenseta Uros, interno em uma casa de detenção por roubo e seus últimos momentos antes de sair e sua volta ao convivio da família, com um padrasto alcóolatra e que obriga ele e seus irmãos a continuarem roubando. Composto de cenas menos drámaticas do que Tanza, porém com mais dinamismo, este filme mostra o que a sociedade pode fazer com um ser em desenvolvimento.



Jesus Children of America, do americano Spike Lee mostra a dificuldade e humilhação vivida por Blanca, uma garota de origem pobre e portadora de HIV, filha de pais viciados em drogas e também portadores do vírus.




O quarto filme, Bilu e João de Katia Lind, mostra duas crianças da cidade de São Paulo que são catadoras de papelão e sucatas que vendem para comprar tijolos para a casa que o irmão está construindo e seu sofrimento em manejar o carrinho (alugado para recolher sucatas) em meio ao trânsito da cidade, a violência da rua e o desdém com que são tratadas. Com cenas rápidas e muitos movimentos de câmera, a diretora mostra a difícil realidade destes irmãos, mas que lutam com esperança em ter uma vida melhor.

O último filme, Song Song & Little Cat do chinês John Woo apresenta duas meninas, Song Song de família rica, que tem tudo o que quer, exceto a atenção de seus pais e que vê seu mundo perfeito ruir após a separação deles e a pequena Little Cat, criança que foi abandonada pela mãe ainda bebê e que vive com um senhor que a recolheu, a quem chama carinhosamente de avô. O mais dramático de todos os filmes, com muitos planos fechados, este filme tenta mostrar que não é somente a miséria o problema de muitas crianças.

Difícil dizer qual o melhor. Cada diretor apresentou suas histórias de forma diferente, mas Bilu e João, da brasileira Katia Lund, com toda agilidade e enredo bem humorado, certamente está entre os melhores, seguido de perto pelo chinês Jhon Woo, com suas cenas emotivas que sensibilizam até o mais durão dos espectadores. Em contrapartida está Tanza de Mehdi Charef, por ser demasiadamente cansativo, não pela história em si, mas pela forma e sequencia de cenas em que foi apresentado, deixa um pouco a desejar.

Mas isso é o que menos importa já que a intenção era abrir a cabeça e os olhos do mundo para as situações enfrentadas pelas crianças ao redor do globo terrestre e neste quesito, todos foram brilhantes.

Diana Camargo!!!